“Gaydar” funciona? Segundo estudo da Universidade de Washington, sim

by Gabriel Mallet Meissner on 23 de Julho de 2012

Você tem “gaydar”, o radar para reconhecer homens e mulheres gays? Tem gente que diz que tem e agora há um estudo científico indicando que é realmente possível distinguir heterossexuais de homossexuais apenas por uma rápida olhadela em uma foto. O estudo,  publicado no periódico PLoS ONE, foi conduzido por Joshua Tabak, graduando de psicologia da Universidade de Washington,  e Vivian Zayas, da Cornell University.

Durante a pesquisa 129 universitários olharam para 96 fotos de homens e mulheres gays e héteros pelo tempo de 50 milisegundos – 1 terço do tempo de um simples piscar de olhos. As fotos eram em preto e branco e foram previamente cortadas de modo a não mostrar o cabelo, brincos e outros adornos, assim evitando que fossem fornecidas “dicas” da orientação sexual da pessoa retratada.

O nível de acerto dos estudantes foi bem maior do que o que aconteceria pelo simples “chute”. 65% de acerto do caso de fotos de lésbicas e 57% no caso de homens homossexuais. Conclusão: somos capazes de reconhecer homossexuais por mera observação ou “instinto”. Em outras palavras, temos o famoso “gaydar”.

Segundo Joshua Tabak, uma das conclusões a que podemos chegar com este estudo é a invalidade da velha e desgastada opinião homofóbica de que se GLBTs mantiverem a sua sexualidade para si mesmos, ninguém saberá qual é a sua orientação sexual e a discriminação não existirá. Não que fosse necessário um estudo científico para refutar uma opinião tão rasa e sem fundamento, mas a experiência mostra claramente que não é assim. Se somos capazes de distinguir héteros de homos, a discriminação existirá independentemente destes últimos estarem “dentro ou fora do armário”.

Além de que ninguém deveria “esconder” o que se é. E a discriminação não vem de quem tem uma orientação sexual diferente da maioria, mas de quem se julga no direito de legislar sobre quem as pessoas devem amar ou com quem devem se relacionar sexualmente.

Se você acha que não tem gaydar, não é o único. Os pesquisadores dizem que em todos os seus experimentos “há sempre uma pequena quantidade de pessoas sem qualquer habilidade de distinguir rostos gays de rostos heterossexuais.”

Com informações do Futurity.

é editor da Revista Entremundos.

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