Uma das maiores vitórias recentes do judiciário no Brasil foi a decisão do TSE em tornar inelegíveis candidatos que tenham suas contas rejeitadas em eleição anterior. A resolução se soma à Lei da Ficha Limpa, que impede a candidatura de políticos condenados por colegiados ou que renunciam a seu cargo para evitar processos. Atualmente, são 21 mil os políticos com contas rejeitadas pelo Tribunal Superior Eleitoral. Portanto, com esta resolução são 21 mil menos calhordas para infestar o período eleitoral.
Como seria de se esperar, houve reação por parte da canalha que compõe a classe política brasileira. Como Roberto Balestra (PP-GO), que apresentou um projeto revertendo a decisão do TSE. Em uma surpreendente demonstração de celeridade e eficiência, o templo da morosidade e burocracia – também conhecido como Câmara dos Deputados – votou e aprovou o texto em meros 13 dias. Agora segue para ser votado pelo Senado e, se aprovado, levará para o ralo a acertada resolução do TSE.
O único partido a se pronunciar contra o projeto de Roberto Balestra foi o PSOL, que possui apenas 3 deputados na bancada. O PSOL, aliás, é o único partido que realmente costuma se pronunciar contra todas as barbaridades propostas (e muitas vezes aprovadas) pelos demais partidos. Apesar de eu discordar radicalmente da posição política deles, tenho que dar o braço a torcer neste quesito.
Vamos acompanhar o desenrolar deste acontecimento. Infelizmente, já sabemos aonde isso deve dar…
Para saber mais:
Projeto anistia candidato com conta rejeitada – Folha de São Paulo
TSE decide que político que tiver contas rejeitadas ficará inelegível – Estadão



