7 bandas e artistas que você provavelmente não conhecia

by Gabriel Mallet Meissner on 05/12/2009 · 8 comments

in Música,Vídeos

Descobrir novos artistas e estilos musicais sempre foi um prazer para mim, posso dizer que é mesmo um hobby. E por novos artistas muitas vezes quero dizer antigos artistas desconhecidos por um público mais amplo, ou pelo menos a descoberta de trabalhos obscuros de artistas conhecidos. No meu processo de descoberta de novas sonoridades geralmente caminho para trás: escolho uma banda antiga que gosto e vou atrás de saber o que seus músicos fizeram antes dela ou quais são as suas influências. Ou então busco conhecer os caminhos alternativos que estes artistas percorreram após saírem do grupo que os consagrou. Tudo isso me faz descobrir verdadeiras preciosidades, virtualmente desconhecidas pelo mainstream e, freqüentemente, com qualidade superior às músicas que tocaram na rádio e fizeram sucesso.

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Hoje vou escrever um pouco sobre 7 bandas e artistas que você provavelmente ainda não conhecia. Alguns deles são já artistas famosos e consagrados, mas aqui irei falar de seus projetos menos conhecidos e que vale muito a pena conhecer. Para cada um deles, deixarei um link para você saber mais a respeito e também um vídeo no Youtube com um exemplo de seu trabalho.

Arcana

Seu fundador, Peter Bjärgö, diz ter criado a banda Arcana para compor músicas de “inspiração medieval, ou pelo menos baseada na idéia româtica que todos temos dos tempos medievais”. Meu album favorito é o Le Serpent Rouge, que traz influências orientais e algumas das músicas mais envolventes que já ouvi, do tipo que te leva a uma espécie de transe (mesmo!). Todas as músicas parecem inspiradas nos movimentos das serpentes e dá para imaginá-las se movendo ao ouvi-las. Os outros albuns do Arcana que ouvi não me pareceram à altura deste, mas também vale a pena conferir para conhecer algo diferente e original. Conheça o site da banda.

Iommi

Projeto de Tony Iommi, ex-guitarrista do Black Sabbath, com Glenn Hughes, ex-baixista do Deep Purple. Juntos, lançaram dois CDs: The Dep Sessions (1996) e Fused (2005). Não é um trabalho particularmente original, mas é extremamente bem executado. Nem poderia ser diferente reunindo dois músicos deste naipe. As composições são todas de Tony Iommi, mas as linhas de baixo, as letras e o vocal são todos de Glenn Hughes, dono de uma das mais poderosas vozes do hard rock, rivalizado apenas por DIO. Como disse, não espere um CD muito original, mas pode esperar um clássico hard rock de alta qualidade: pesado, vibrante, cheio de energia, bons riffs e solos de guitarra, além da voz fantástica de Hughes. O destaque está em “Let It Down Easy”, que só saiu na versão japonesa do CD. Saiba mais no site Whiplash.

Iron Butterfly

Eles me lembram um pouco o Deep Purple no começo da carreira, na sua primeira formação, antes de Ian Gillan e Roger Glover na line up, quando eram menos hard rock e mais psicodélicos e com mais destaque para o órgão Hammond do que para a guitarra. É uma de minhas mais recentes descobertas e seu som tem me agradado bastante. As melodias são intrincadas e as músicas geralmente possuem mudanças de ritmo e andamento, fugindo daquela estrutura mais “chapada” do rock de refrão-solo-refrão-fim. O que mais se destaca é o órgão, que lidera a maioria das músicas e traz influências de música clássica e sacra. Seu maior sucesso é a extensa In A Gadda Da Vida (No Jardim do Édem), com dezessete minutos de duração. Quando a ouvi pela primeira vez, foi paixão imediata! Abaixo, você pode ouvir a música ao vivo. Devido à sua extenção, são três vídeos, cada um com uma parte. Saiba mais no site Whiplash.

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John Paul Jones

O ex-baixista do Led Zeppelin sempre foi um músico discreto e, após o fim da maior banda de rock de todos os tempos, pouco apareceu sob os holofotes da mídia, o que faz com que muitos não conheçam bem suas credenciais. Jonesy é arranjador e multi-instrumentista: além de exímio baixista, toca piano e uma série infindável de instrumentos de corda. Lançou dois CDs solo, Zooma (1999) e Thunderthief (2001). Neles, evita simplesmente reproduzir o som zeppeliano da década de 70 e mostra que evoluiu musicalmente, explorando, descobrindo e -- sobretudo -- criando novas sonoridades. Sua música é bem pouco comercial, muitas vezes estranha e extravagante, e com certeza nunca fará sucesso para o grande público. Mas isso não importa. Ele está em um estágio de sua carreira em que não precisa de sucessos e pode se dedicar a simplesmente fazer o som que desejar, por mais estranho que possa parecer aos ouvidos acostumados apenas às rádios FM.

Não posso dizer que sempre gosto de suas músicas. Embora muitas de suas músicas me empolguem bastante, em algumas delas às vezes parece que “faltou algo”, não parece muito bem “costurada”. Mesmo nestes casos, vale a pena escutá-las por trazerem elementos sonoros novos e diferentes, ampliando meu repertório de referências musicais. Particularmente, prefiro suas músicas instrumentais, que felizmente constitui a maioria de sua obra. Afinal, ele não é um grande cantor, mas é um baixista excepcional. Conheça o site de John Paul Jones.

Jon Lord

Apaixonado como sou por Deep Purple, sempre me fascinei com o som do órgão Hammond tocado por Jon Lord. Com o tempo, descobri que este grande mago dos teclados possui uma menos conhecida, porém altamente prolífica e criativa carreira solo, na qual explora horizontes além do hard rock que o tornou famoso. Jon Lord passa pela música clássica, jazz, blues, psicodelismo e muito mais. Extrai inspiração do clássico, mas não para se prender a ele, e sim para impulsionar sua força criativa paras experiências musicais. É com certeza um dos músicos que mais admiro e sou seu fã eterno. Recomendo muito o CD Beyond the Notes, seu primeiro trabalho solo pós-Deep Purple. Conheça o site de Jon Lord.

Ravi Shankar

O músico indiano mais conhecido fora de sua terra natal, Ravi Shankar tornou-se conhecido na década de 60 pela sua amizade com os Beatles -- especialmente George Harrison -- e sua apresentação no antológico festival de Woodstock. Ainda conheço pouco o seu trabalho, recomendo fortemente dado o que já ouvi. Seu ao vivo “At Monterey Pop Festival” é perfeito, constituindo-se de três faixas: duas longas músicas em que toca cítara acompanhado de tabla indiana (instrumento de percussão) e um solo somente de tabla. Ravi Shankar também é o pai da cantora Norah Jones. Conheça o site de Ravi Shankar.

Violeta de Outono

Banda brasileira de rock progressivo e psicodélico, uma mistura rara em bandas nacionais. Começou sua carreira em 1984 e continua na ativa até os dias atuais, tendo lançado 7 álbuns ao todo, 5 de estúdio e 2 ao vivo. Eles realizam shows em São Paulo com freqüência e é possível receber a programação deles inscrevendo-se na newsletter que tem no site deles. Conheça o site da banda.

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1 Regiane Dezembro 5, 2009 às 3:27 PM

Puxa, não sabia q ele é pai da Nora Jones.

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2 Daniela Figueiredo Dezembro 6, 2009 às 7:06 PM

Oi, Gabriel. Muito útil a dica de como procurar novas músicas, novos artistas. Das bandas descobertas, gostei mais da Iommi e a brasileira Violeta de Outono.
Beijos.

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