Este post faz parte da Blogagem Coletiva: Momento de Paz, criada pelo blog Quiosque Azul.
Não é querer demais pedir pela paz mundial? Será que alguém realmente acredita ser isso possível? Bom, eu certamente não acredito. É uma grande presunção achar que podemos criar absoluta paz entre mais de 6.5 bilhões de seres humanos e de 190 nações.
Sejamos mais modestos e realistas. Ao invés de nos preocuparmos com a paz mundial, vamos nos preocupar com a paz em nossas casas. Antes disso ainda, com a nossa própria paz. Se eu não tenho paz em mim, como poderei esperar paz na Palestina? Não tenho como mudar o conflito entre palestinos e israelenses, mas talvez possa mudar a mim mesmo. O problema dos movimentos pela paz é que sempre esperam a paz vinda do outro, nunca de si mesmas. Esta seta deve ser invertida. Não posso esperar ou exigir paz de ninguém, a não ser de mim mesmo.

Através da introspecção, da auto-análise, posso identificar em mim as raízes da raiva, do conflito, da agressividade. Entendendo de onde as tendências violentas surgem de dentro de mim, abrem-se caminhos para que possa trabalhá-las e construir uma personalidade mais pacífica.
Nutrindo paz interior posso influenciar a comunidade em que vivo. Através do exemplo, posso influenciar meus amigos, familiares, namorada, colegas de trabalho. A paz interior, se genuína, pode ter um efeito viral sobre quem me cerca. Esta é a única maneira de criar paz em casa, na sociedade ou no mundo: de dentro para fora.
Foi o que Gandhi fez. Se Gandhi conseguiu o incrível feito de libertar a Índia da colonização inglesa sem derramamento de sangue, isso só foi possível porque ele era uma pessoa fortemente comprometida com a sua própria paz interior.
Esta é a diferença entre ele e a maioria dos políticos e diplomatas que possuem recursos para fazer algo pela paz mundial: eles não estão em paz consigo mesmos. E se não estão, como poderão realmente atingir uma meta tão ambiciosa?
Como é que você pode esperar paz mundial se não está em paz consigo mesmo?
Uma boa questão para refletir esta semana.
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Escrito por Gabriel Mallet Meissner
Categorias: Reflexões