Ok, então vejamos algumas histórias interessantes, todas verídicas.
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O Seqüestro
Outro dia, ao ir aplicar Reiki no pai doente de um amigo meu, conheci Noêmia, uma enfermeira que o atende em Home Care.
Noêmia é negra, casada com um branco e tem uma filha que puxou mais o pai do que a mãe. É branquinha dos olhos verdes, mal parece (segundo sua mãe) ter também sangue negro.
Diz Noêmia que um dia estava andando na feira com sua filha pequena no colo. De repente, uma velhinha começa a gritar:
- Ela está seqüestrando a criança! Ela está seqüestrando a criança!
A maior muvuca começa a se formar. Todos tentam impedir que a mulher cor de café seqüestre a criança cor de leite. Eis então que chegam alguns policiais da ROTA para averiguar o que acontecia.
Para sua sorte, ela tem familiares na ROTA. E justamente aqueles policiais que chegaram eram seus amigos. Ao verem a senhora que a acusava de seqüestro, um deles diz:
- Minha senhora, a sorte desta mulher é que nós sabemos que ela é a mãe da criança, pois quando ela nasceu todos nós estávamos na maternidade.
E Noêmia completa:
- E a sua sorte é que a polícia está aqui, senão eu dava na sua cara!
E lá se vai a velhinha, com o rabo entre as pernas, embora para onde ninguém consiga vê-la.
A babá
Esta história me lembra de outra mais antiga, que li certa vez em uma revista, se não me engano a Veja São Paulo. A matéria falava de uma mãe negra que, como a Noêmia, era casada com um branco e tinha uma filha branca.
Estavam em uma banca de jornal, quando sua filha começou a se comportar mal. Ela então fez o que muitas mães fazem: deu-lhe algumas leves palmadas. Todos ao redor olhavam com ar de reprovação – não porque estivesse castigando a menina, mas porque acharam que ela era a babá.
A mãe negona
Outro caso, citado na mesma revista:
Um dia, a mãe vê seu filho chegando em casa da escola, chorando. Ao perguntar por que, ouve a seguinte resposta:
- Meus amigos falaram que a minha mãe é uma negona!
Ela, muito inteligente, pega o filho e o leva ao seu lado para frente do espelho e fala:
- Olha, filho, eu tenho a pele escura, o cabelo crespo, lábios grossos… A sua mãe é uma negona!
Preferência: brancas
Caso relatado pelo site Mídia Independente (leia aqui na íntegra)
2 de março de 1997. Simone André Diniz
candidata-se a uma vaga para empregada doméstica. Entre os requisitos, o anúncio no jornal dizia: “preferência branca.”
Ao ligar para o número de telefone, perguntaram-lhe a sua cor. Ao dizer que era negra foi informada que não preenchia os requisitos.
Após esta conversa, Simone fez uma denúncia na delegacia. A autora do anúncio confirmou o ocorrido, mas o Ministério Público resolveu arquivar o caso porque não havia “qualquer ato de racismo” ou “base para oferecimento de denúncia”.
O caso ficou impune.
Algumas piadas nada engraçadas que cresci ouvindo e que são parte do cotidiano de inúmeros brasileiros
- Sabe por que o médico bate no bumbum do bebê preto recém-nascido?
- Para que ele largue o seu relógio.
- Quando preto é gente?
- Quando batem na porta do banheiro e ele diz “tem gente”!
- Quando preto faz cooper?
- Quando está fugindo da polícia!
A conclusão óbvia
Mas, realmente, racismo não existe no Brasil… Não é?
Vídeos
Para finalizar, dois excelentes vídeos sobre racismo:
E um clip com a música Racismo é Burrice, de Gabriel, O Pensador:
Desta música, o verso que mais gosto é este, que resume bem o que estou dizendo neste texto: “Racismo é burrice, mas o mais burro não é o racista, é o que acha que o racismo não existe.


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Com certeza há racismo no Brasil, o seu próprio post evidencia isto, mas junto com esse racismo há também uma grande hipocrisia, pois acredito que ninguém quer admitir que é racista, mesmo os que pregam essa diferença étnica.
Realmente e infelizmente, isso demostra que de fato o racismo no Brasil impera em todos os recantos. Até quando essas pessoas orão compreender que a cor da pele de uma pessoas não significa nada para definir o caráter, a honestidade e todas as qualidades do ser humando? É muito triste ver a pequenês dessas pessas racistas. Isso, sim, é um crime hediondo.
Abraços
Acho o racismo uma coisa abominável. Para mim todos os homens foram criados iguais. Não me faz a menor diferença se o meu amigo é branco, negro, amarelo, vermelho ou pardo. Se é dessa ou daquela religião. A qual partido pertence. Para qual time torce. Apenas o vejo como amigo e sempre tenho alguma coisa a aprender com ele.